terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

SRM

Passava sozinha pela avenida marginal da vida.
Vi-te.
Ainda te vejo.
És a onda mais rebelde que bate contra a areia fininha, sem magoar.
És a vela branca do barco que se faz ao vento e nunca desiste de chegar onde o coração quer ir.
És um feixe de luz do sol que se põe com doçura e iluminas a alma do pobre.
És a sereia cantando verdades.
És a mulher que se banha sozinha sem medo da noite que cai.
O golfinho que salta por cima da tristeza e mergulha num mar de vida.
És muito mais.