quarta-feira, 17 de junho de 2009

PENSEI

Que sorte proferiste, que destino acaba aqui? Como pode a mesma manhã amanhecer tantas vezes dentro do meu despertar? Estava a sonhar contigo e acordei. Não disse nada ao sonho e continuei a amar-te, inadvertidamente.

Enganei-me bem enganada, ao pensar que vivia de facto. Vi uma sombra e contei-lhe dimensões a mais. Todos os reflexos, e as vibrações, são impressões que um anjo me ofereceu, só por eu acreditar.

Fiquei três linhas calada.

Pensei que a cor não se devia reflectir em nenhuma janela. Pensei que é tão fácil puxar os pés à tristeza.